Fotografia pra que?

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Tem muita gente que esta com os cabelos em pé. Muitos fotógrafos ainda estão deslumbrados com o mundo digital e o foco cortante que se apresenta. A maioria não tem prestado atenção que o que interessa mesmo é papel, revistas, jornais e livros que estão acabando rapidamente. As revistas estão cada vez mais com cara de computador e as tiragens pelo que ouço só diminuem. Cada vez mais se fala em ler jornais pela internet, eliminar o papel. Belo ânimo para os jovens fotojornalistas. Outro dia uma amiga me disse que as vendas dos bancos de imagem despencaram. Eu acredito, toda vez que querem comprar uma foto minha e eu digo para ligar para o banco onde tenho minhas fotos o sujeito fica mudo alguns segundos, de medo do custo, eu acho. Eles sempre ligam direto para o fotógrafo achando que a foto vai sair mais em conta. Até os projetos pessoais, os livros estão embicando para o mundo das facilidades. Agora só se fala em impressão sob demanda, nos custos, nas facilidades de comercialização mas, nunca na qualidade da impressão, no acabamento. O que interessa se o livro é costurado manualmente? É só mandar o PDF para a gráfica via e-mail e esperar o correio entregar em casa.

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Cada vez que eu dou uma passada nas minhas dezenas de caixas com negativos e cromos eu descubro histórias que não teriam fotos se a minha profissão não fosse a de batedor de perna profissional. Eu andava com um bolo de quatro dedos de altura de passagens aéreas na minha bolsa e não voltava para casa nunca, eu virava mundo sem parar, fotografando, contando histórias e quando voltava tinha o principal da vida, o veículo, o jornal, a revista para publicar as matérias. E isto é o que esta acabando. Não tendo mais revistas e jornais para que serviria a fotografia? Valeria a pena fotografar para publicar fotos na internet, como eu tenho feito neste blog, sera?

Açaí para o mundo

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bbb28 O litro de açai foi de R$ 1,50 na cidade de Belém para mais de R$ 12,00 em pouco mais de um ano. O açaí especial, batido grosso com pouca água esta custando até R$ 20,00 o litro, um absurdo para o cidadão que esta acostumado a pegar o almoço com uma cuia de açai do lado. Os “batedores” compram o fruto na Feira do Açaí ao lado do Mercado Ver-o-Peso que é tambem uma espécie de Bolsa que regula qualidade e preço. O caboclo que esta no mato fazia festa na época da safra, a criançada vivia com a boca roxa de tanto comer o fruto ou tomar batido com farinha. O açai vale muito hoje e o caboclo traz contato todos os cachos que estão no entorno da casa. Sabe que uma “rasa” de um bom fruto (duas latas de 20 litros) pode valer na feira até 60 reais. É a fama do açai correndo mundo.

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Uma amazônia sem peixe

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Quanto mais se sobe o rio Negro no rumo da Colômbia menos peixe. Os índios da Cabeça do Cachorro, que habitam os principais afluentes do Rio Negro como rio Içana e Rio Tiquié fazem malabarismos para conseguir o peixe de cada dia. Comem mais frango do que peixe. Não se sabe extamente o que acontece. Cachoeiras enormes com desníveis imensos impedem a subida para a desova, acidez da água, falta de lagos e, claro, crescimento da população estão entre as principais causas. O caiá da foto acima é uma armadilha feita de esteira de palha que é colocada no pé da queda da cachoeira para aparar as piabinhas que rodam sem controle corredeira abaixo. A coleta é a conta certa para fazer a quinhampira do dia. Um cozido com muita pimenta de diversos tipos engrossado com beiju.

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Galeria - foto da semana

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Prova do Autor - Título: “Paraná do Mocambo” junho 1995 - 24X30cm em papel resinado brilhante Kodak. Cópia de trabalho para edição do livro Amazônia O Povo das Ãguas. A fotografia será entregue em montagem simples, sem moldura, com passe-partout em papel Crescent acid-free, sobre base de eucatex com vidro incolor fixadas com presilhas de aço. A assinatura poderá ser feita na frente da cópia no canto inferior direito com caneta preta permanente ou atrás com lápis.

Preço: R$ 1.100,00

Em época de balanço do desmatamento não custa lembrar o entorno do Parque Nacional do Xingu

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Última luz do dia

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Jânio Quadros

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O jornalista Augusto Nunes esta contando no blog da Veja - http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/- a história da entrevista que fez com Jânio Quadros logo depois que o ex-presidente desembarcou de um navio cargueiro com dona Eloá de uma viagem de dois meses a europa. Eu acompanhava o Augusto para fotografar para a matéria de capa da revista Veja. Precisava de uma foto do presidente com a famosa cadela quinta-feira e, claro, ele com o copo de wisque na mão. Não teve jeito. O homem era um malabarista. O copo sempre chegava na mesa cheio, vindo da cozinha, abastecido por dona Eloá ou pelo empregado da casa e, pior, antes do gole ele dava uma pausa me olhava e pedia: “Sr. fotógrafo, não me fotografe com o copo na mão por favor”. Além disso ele sempre colocava o copo dele ao lado de uma lata de Coca-cola. “Os jornalistas beberam, eu não”.

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Jorge Butsuen e Pedro Rubens, fotógrafos. E o primeiro computador do Estúdio Abril

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Estúdio Abril

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Onça parda

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Onça parda empoleirada no pantanal do Mato Grosso por meia dúzia de cachorros que pegaram seu rastro de manhã, correram e fizeram ela subir nesta árvore a 15 metros do chão. Fiz esta foto com uma câmera G11, zoom intermediário que deveria equivaler a uma lente 135mm na foto mais cheia. Este é o momento que, acuada pelos cães, seria uma alvo fácil para o caçador. A onça parda quando esta com filhotes chega a matar dois ou tres bezerros por dia para ensinar os filhotes a caçar, comem os miúdos e depois abandonam as carcaças.