Verão na Amazônia

fim-do-verao

Para lavar roupa no lago Badajós, na margem esquerda do Rio Solimões, as mulheres caminham com água no meio da canela até chegar em um tablado flutuante que vai sendo empurrado para as águas mais profundas do lago. Com a falta de chuva as margens dos lagos e igarapés secam rapidamente e a mortandade de peixes é grande por falta de oxigênio. Cena, que todo ano é mostrada pelos noticiários como catástrofe do clima dos tempos modernos. Mas não, nas contas do caboclo quase todo ano é a mesma coisa. Eles não reclamam, em compensação é a época de comer carne de peixe-boi que vive nos baixios e pode ser arpoado com mais facilidade. Depois da seca espera-se uma cheia grande para poder plantar milho, feijão de praia, malva e juta na terra que ficou submersa seis meses e foi adubada naturalmente pelo material orgânico carregado e depositado pelas águas nas margens e várzeas dos grandes rios.

2 Comentários

Saulo Cruz   em 14 dezembro, 2009

Para a imprensa uma tragédia. Para o caboclo uma esperança.

René   em 18 dezembro, 2009

Olha Pedro, até agora não entendi as intenções da midia global que está nos empurrando goela abaixo o tal de aquecimento global. É evidente que estamos tratando muito mal nosso planeta mas daí dizer que tudo é provocado pelos homens é um pouco
de empáfia da raça.

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