Arquivo / abril, 2010

A propaganda mudou ou o dinheiro encurtou?

Este é o filme que falei no post de ontem feito no Alaska e em outras locações como o deserto de Moab no estado de Utah. Todas as cenas do avião de época do começo do filme foram feitas por um fotógrafo que tinha uma câmera 35mm na mão e voava amarrado na porta de outro avião.

Revirando o arquivo

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Em 1998 nem em sonho se pensava em imagem digital com todos os truques embutidos como temos hoje. Imagina, para fazer esta propaganda de cigarro 70 pessoas voaram até Anchorache no Alaska. O carro da Fórmula Indy foi transportado pendurado em um helicóptero enorme com capacidade para transportar 28 pessoas até estas montanhas nevadas para ser filmado andando a 100 quilometros por hora. E o filme só estava começando.

De lá, a turma partiu em vôo fretado para o deserto de Moab no estado de Utah para filmar o carro sendo deixado no deserto para disputar uma corrida com um carro foguete por um magnífico avião prateado da Segunda Guerra. Foram quatro dias de filmagem no deserto. Como a cozinha do hotel não tinha capacidade para servir o café da manhã para todos as cinco horas da manhã a produção do filme contratou varios traillers que montaram serviço na parte de fora do hotel.

Uma parte da equipe foi para Rapidy City em Souty Dakota para fazer uma cena com búfalos e em seguida para Corpus Christi no Texas para fazer a sequência final do carro aterrizando em um porta aviões. Para mim foram 24 dias de trabalho e mais quatro dias para revelar os filmes em Los Angeles. Depois fui para Antártica, Namíbia e Tailândia. A sensação de quem olha televisão assim,  de rabo de olho, é que a propaganda é quase toda luz artificial, tem pouquissíma luz do dia. É quase tudo dentro de estúdio porque é a garantia de que ninguém vai tomar chuva no lombo e o sol vai sair  com todos os wats que o cliente pedir. Com cada vez mais traquitana disponível para iludir o distinto público e custo baixo para que levar o carro no meio da neve com helicóptero e dois mecânicos?

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Viagem a Parintins

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Rosangela Andrade, laboratorista

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Arquitetura Panara

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Sob esta imensa cobertura inclinada que fica no meio da aldeia os índios Panara se encontram para conversar e tomar decisões. Nas fotos aéreas da aldeia antes do contato este grande telhado coberto de palha já aparecia nas fotos e tinha sob ele muitas toras de madeira que eram utilizadas para fazer as corridas de toras

Chico Meirelles, sertanista

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Chico Meirelles foi um grande sertanista. Fez o contato com os índios Xavantes em 1946 no Rio das Mortes e com os Kaiapó em 1957. Depois, em 1966 contatou os Cinta Largas. É pai do sertanista Apoena Meirelles.Esta fotografia foi feita em 1978 dentro do quarto de um hotel em Belém com filme EPT ISO 160 puxado 2 pontos (640 Asa).

A primeira luz do dia

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Salvador-BA



Tomates e mea culpa

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Tenho que fazer uma confissão porque esta me atrapalhando o sono. Outro dia publiquei esta foto e algumas pessoas reproduziram o prato e acharam legal como a leitora Virginia Liberato e, hoje foi a vez do Cristiano que me pede a receita. Na verdade comecei fazendo este prato pensando em fazer alguma foto, só isso. Comecei dando uma aferventada nos tomates para tirar a pele e depois encontrei este Pirex que sempre achei fotogênico, deste a minha infância. Fui montando. Sal, três dentes de alho, pimenta do reino, azeite, um ramo de sálvia, um de alecrim, um de manjericão e um de orégano, tudo fresco que eu tinha na horta. Quanto o verde entrou em cima dos tomates não resisti, fiz a chapa e comecei comer com pão e não quis saber de mais nada mas, o prato não estava acabado.

Eu parei o prato neste ponto porque eu queria sair da frente do computador e precisava bater alguma chapa e, sempre que acontece isto eu vou para a cozinha porque lá eu sempre consigo resolver minhas guestautes.

Agora, vale a pena seguir em frente e continuar este prato com tomates. Aqui vai a minha receita a partir da foto:

Leve o Pirex para o forno por 40 minutos até os tomates ficarem macios, espere esfriar, se tiver paciência deixe descansar na geladeira umas duas horas. Pique os dentes de alho que foram assados e misture com duas fatias de pão italiano meio torrado e esmigalhado com a mão, um punhado de queijo parmezão ralado, azeite, mais pimenta do reino, pedacinhos de aciugue e salsinha, Misture bem esfarelando com as duas mãos e polvilhe esta farofa por cima dos tomates e leve ao forno alto para dar uma tostada na farofa.

Amazônia real

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“O Padroeiro das Florestas”

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O Greenpeace encontrou as costas do sertanejo nordestino para descarregar todas as desgraças que o sertão sofreu até hoje com uma boa sacada de marketing. Transformou o Padre Cícero em “O Padroeiro das Florestas” e criou 11 mandamentos para o agricultor não deixar o sertão virar deserto usando seu santo nome em vão. O primeiro mandamento (os 11 mandamentos estão abaixo do texto) do Padre Cícero no “santinho” que é distribuido nas rodinhas de ambientalistas de São Paulo proíbe tirar pau até para fazer um cabo de enxada. O terceiro mandamento não pode ter sido feito pelo padre porque ele deve ter vivido de oferendas como tatus, cotias e preas caçados na caatinga a vida toda. O quarto mandamento cabe uma pergunta: criar o boi e o bode cercados com o que? com morões de concreto e tela galvanizada? A cercas de todas as fazendas dos coronéis tambem serão assim? Bem lembrado, os coronéis fazendeiros tambem terão seus mandamentos e seu padroeiro? Quanto aos outros mandamentos o Padre Cícero devia brincar com os sertanejos de ensinar o padre-nosso para o vigário. Veja depois deste texto 5 fotos que mostram a luta de um sertanejo cortanto mandacaru na caatinga, colocando fogo para quebrar os espinhos para dar para o gado não morrer de fome com a seca. Tem cabimento esta legião de brasileiros que habita um dos lugares mais inóspitos destes país receber este “santinho” de gente que mora nas margens do rio Tietê, um exemplo de como deixamos o nosso meio ambiente, pedindo obediência ao sertanejo para não deixar o sertão virar deserto?


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