Arquivo / junho, 2009

Festa de caraíba

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A festa simples dos caboclos que chegavam nas suas embarcações para assistir o seu boi de uma arquibancada de madeira não existe mais. Os artistas regionais faziam fantasias e alegorias com materiais recicláveis da terra. A animação dos bichos era feita com varas de bambu, forquilhas e alavancas que hoje deram lugar a uma parafernália de ferro, motores movidos a eletrecidade que são gerados por uma termoelétrica que ocupa um quarteirão na cidade de Parintins, para dar movimento a figuras nunca imaginadas pelos pajés mais loucos da Amazônia. Os carnavalescos do Rio e São Paulo aproveitaram estas idéias  simples e de baixo custo dos caboclos que foram  ensinar a técnica por lá e voltaram deslumbrados com o conforto do maquinário moderno.

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Esta certo, ninguém é bôbo, conforto é muito bom.

Acontece que o caboclo e suas lendas que originaram a festa estão cada vez mais distantes do que se apresenta hoje na arena.

“Pai que bicho é esse?” perguntou o menino para o pai que estava do lado de fora do bumbódromo vendo a entrada dos carros alegóricos. O pai ficou mudo. A cara do bicho era uma mistura de Homem Aranha num corpo de jacaré com garras de unhas retorcidas aliás, todos os monstros tem unhas que fazem lembrar as do Zé do Caixão.

Dentro do bumbódromo é uma ginástica tentar assistir a apresentação sem alguma interferência no primeiro plano. Fotografar então, um martírio. São operadores de TV que querem entrar com suas câmeras dentro do vestido da sinhazinha, gruas que cruzam o espaço sem parar. Balões e banners dos patrocinadores fluturam por todo o recinto. O boi Garantido tinha dezenas de pessoas para orientar o traçado simples dos “cavalinhos dos parques de diversão”, tinha tanta gente dentro da pista que atrapalhava a evolução do próprio boi.

Este ano o público caiu bastante. Dizem que foram as águas grandes do rio Amazonas  que atrapalharam, mas acho que não. Já tem muita gente enjoada com a pegada comercial desta festa popular. A festa não é mais dos caboclos.

 

 

 

 

Festa de caboclo

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Caprichoso

Comida de festa na Ilha do Boi

Algumas comidas servidas nas barracas espalhadas pela cidade de Parintins durante o Festival Folclórico de Parintins, a Festa do Boi. 

bodo-pitiu O caldo de bodó e o bodó moqueado são um clássico da festa.

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 Esta máquina de assar frango esta sendo o grande sucesso da festa. Segundo o criador, um cuiabano, o motor que faz girar a roda é de uma máquina de contar dinheiro, que um amigo, a pedido do gerente do banco ia jogar no rio.”Eram cinco máquinas, uma ficou com ele. A rotação deste motorizinho é perfeita para assar frango”.

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Um pedaço de frango com farinha(um copinho de café) custa tres reais, com macarrão e baião de dois sai por cinco reais.

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“Kit-Turbinado”

Receita: guaraná em pó, amendoim, raiz de mirantã,”o viagra do amazonas”, leite condensado, castanha de cajú, castanha do Pará e aveia.Bata tudo no liquidificador com leite.

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Hotel Avenida

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Açougue Modêlo

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Avenida Amazonas

“Praça Digital”

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A “Praça Digital” na cidade de Parintins, no Amazonas, tem sinal de internet gratuíto.

Chegando em Manaus

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Navios petroleiros ancorados no Rio Negro, no encontro das águas com o Rio Solimões, onde nasce o Rio Amazonas.

O petróleo vem do sul do país para abastecer os tanques de um motor a diesel, uma termoelétrica, que produz energia para a cidade de Manaus e a Zona Franca que fabrica televisores, motos e telefones celulares entre outros produtos que são exportados para todo o país.

ps. esta fotografia foi feita nesta terça-feira, dia 23 de junho, da janela de um Airbus A330 com  uma câmera Canon G9, no momento que o avião se preparava para pousar no aeroporto de Manaus.

 

 

 

Em que canal vai passar?

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A foto do Electra II, em baixo, foi feita de um edifício próximo do aeroporto de Congonhas no final de 1991. Foi um dos últimos vôos da Ponte aérea Rio-São Paulo. 

Na época subi em vários edifícios nas imediações do aeroporto até encontrar uma boa relação entre lente, o avião e o fundo. Os terraços dos edifícios eram altos demais. Eu queria ficar na mesma altura do avião que deveria ser fotografado quando passasse em cima da Av. Ruben Berta, onde eu tinha o melhor ajuntamento de edifícios no fundo com uma lente de 300mm 2.8, com mais de 50 cm de comprimento e tres quilos de peso, sem falar na câmara, uma Nikon F3 com oito pilhas no motor. Um chumbo.

No último sábado o avião que eu viajava estava na fila ao lado da pista em Congonhas  aguardando a vez para decolar. Peguei minha camerinha de 11cm de largura por 7cm de altura, 3cm de profundidade e peso de 300 gramas de dentro de minha mochila que estava embaixo do meu assento e por uma fresta entre a poltrona da frente e  janela apontei uma lente de não sei quantos “X” óticos, equivalente a uma 300mm,  enquadrei e fiz o foco. Estava pronto em segundos. Foi só  baixar o dedo um fio de cabelo quando o nariz do avião entrou no quadro. Eu sei que isto é puro deslumbramento de quem foi burro de carga a vida inteira mas, a vida ficou mais fácil, mais leve e o melhor de tudo, o fotógrafo, se quiser, não precisa mais andar fantasiado de fotógrafo. Ninguém mais vem perguntar em que canal vai passar o filme. Como é bom ser turista.

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Estes anjos da guarda…

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Meninos  Mapuche nas margens do rio Malleo em Junin de Los Andes, Patagônia Argentina

Máquina de ravioli

 

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A grande novidade é este “mattarello per ravioli” que ganhei de presente do meu amigo Alfredo Divani, um cozinheiro de mão cheia. Vem da Itália onde, acredito eu, já fizeram todas as máquinas possíveis e imagináveis, principalmente quando se fala de comida mas esta sem duvida é a mais simples de todas.

O prato principal do natal de minha casa era ravioli e leitão assado. Um dia antes minha mãe fazia com todos os filhos uma verdadeira linha de produção.

Ela fazia a massa, eu abria na máquina, minhas irmãs transportavam as tiras para a mesa da sala que era coberta com um lençol branco, enquanto os menores ficavam fazendo as bolinhas para o recheio. Aproveito a semana das sequências e publico mais esta com as fotos do Alfredo.

Rio Solimões-AM

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