Arquivo / fevereiro, 2009

Artesanato Baniwa

artesanato

pimenta-baniwa1

Eu ainda vou falar muito sobre os índios Baniwa e o Rio Içana. Em 10 anos fiz diversas viagens na região do Alto Rio Negro, a maioria delas para acompanhar o trabalho do ISA - Instituto Sociambiental, que começou com a Demarcação das Terras Indígenas do Alto Rio Negro em 1999. A maioria destas viagens  fiz com o Beto Ricardo, grande companheiro e ouvidor paciente de discursos intermináveis. Ele escreveu a carta de apresentação do meu livro Amazônia O Povo das Águas e tambem foi o curador-mor do livro.

Com os Baniwa comi muito peixe moqueado com beiju, conheci a quinhampira, tomei xibé e os “vinhos” de frutas, principalmente o de bacaba, meu preferido.

Nossa, tem muitas histórias e imagens para mostrar e falar sobre este povo que esta localizado na fronteira com a Colômbia.

Hoje quero apresentar o belo site que mostra a produção finissíma do artesanato Baniwa e tambem o pote de pimenta, que andou circulando na alta gastrônomia e fez um sucesso danado.

Aqui o site dos Baniwa e tambem o do ISA, que tem diversas publicações sobre os os povos desta região denominada Cabeça do Cachorro.

Destaque para os livros:

Almanaque Brasil Socioambiental e Povos Indígenas no Brasil

Sites:

www.artebaniwa.org.br

www.sociambiental.org

Casa e comida

beiju

Quando eu era moleque, na volta da escola, minha mãe só deixava sair para brincar na rua depois que eu passasse a ferro o meu monte de roupa. Somos em oito. Os mais velhos passavam camisas e calças e os mais novos guardanapos e lenços. No dia-a-dia todos aprenderam a cozinhar, pelo menos um bom arroz e feijão. Aos sábados limpeza geral. Eu cuidava da sala e do banheiro.

Fui, andei, virei mundo, continuo virando.

Em 1994 comprei um barco, o Taba, e junto com o comandante Almir viajei seis anos para fazer o livro Amazônia O Povo da Águas. Minha pauta era uma pergunta: como nasce e cresce uma criança na Amazônia.

Logo nas primeiras viagens percebi que a Amazônia era a imagem de uma mulher ticando um jaraqui para que as crianças pudessem comer sem perigo de engasgar com os espinhos. Uma menina no curral pegando um tracajá para o almoço. A hora do banho.

Fui me acertando, mudando o roteiro, o sonho original pré-concebido a distância.

Junto da caboclada ou numa comunidade indígena, vendo uma índia assar um beiju, a sensação de bem estar era enorme, me sentia confortável, muito próximo da minha essência. Todos os dias eu conferia ambientes e objetos dignos de museu, uma arte instintiva, ingênua que quando avistada me fazia tremer dos pés a cabeça. Ao mesmo tempo a sensação de perda era enorme,por isso continuo correndo até hoje, atrás destas figuras humanas, estes anjos-da-guarda pouco enxergado por nós.

É deles que vamos falar neste espaço.

Surubim X Gasolina

No médio rio Solimões, na altura de Coari, a pesca de peixes de couro é abundante.

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Caboclos da região pescam a noite em pequenas canoas, de linhada na mão, piraíbas, jaús, douradas, cacharas entre outros que são genericamente chamados de “liso” ou “fera”. Comerciantes estabelecidos em casas flutuantes na beira do rio pagam pelo peixe tratado, sem cabeça e víceras, o dobro do preço do peixe vendido no “sangue”, bruto, do jeito que saiu da água. Nestes flutuantes, a lida do peixe é feita em cima de estrados de madeira em cima da água, como o que se vê na foto. A quantidade de piranhas que devoram os restos é tão grande que parece que a água esta fervendo ao lado dos homens que limpam os peixes.

“Para o patrão a cabeça sempre vai até a metade do peixe” diz um caboclo que vendeu uma piraíba no “sangue” de 40 kilos e levou para casa R$ 50,00 para pagar uma parcela da dívida com o regatão, o barco armazém dos interiores da Amazônia.

Quando a carga esta completa o comerciante leva o peixe para ser vendido em Leticia, cidade colombiana na divisa entre os dois paises. Com dinheiro da venda do peixe o barco é abastecido para a volta com óleo diesel e gasolina, que custa a metade do preço que é cobrado no Brasil. Na chegada o combustível é repassado para os postos da cidade e comercializado normalmente, sem nota fiscal. O comprovante na região é o recibo.

“Macro”

3x4

No começo da profissão fui a uma delegacia de polícia fotografar um homem que tinha sido preso em flagrante dando o “golpe do paco”, que era vender bilhete de loteria premiado.

Eu trabalhava no Diario do Grande ABC e meu equipamento era uma Nikon F com uma lente 50mm e mais nada.

Aguardava a apresentação do preso quando o delegado chegou trazendo uma ficha com um retrato 3X4. O fotógrafo do jornal Notícias Populares se adiantou, enroscou dois aneis na lente, um em cima do outro, pediu para o escrivão encostar a ficha de indentificacão numa parede e fez a reprodução`a 15 centimetros de distância. Se eu fizesse com a lente normal, nem se eu virasse o ampliador para o chão do laboratório para projetar a imagem eu conseguiria uma ampliação publicável.

O fotógrafo do NP percebeu meu drama e disse: “tira a objetiva, inverte e segura na frente da boca do corpo. Coloca 5.6 e faz o foco com o corpo, indo e voltando até clarear”.

Esta ai o resultado.

O povo do sal

Os pescadores artesanais da Ilha do Marajó, na costa do Pará, enfrentam ondas gigantescas e piratas para tirar do mar o seu sustento. Garantido também pela venda do grude e por uma forma típica de assar peixe: o avuado.

Coluna da revista Sustenta

A amazônia salgada, na região da Ilha do Marajó, que o rio Amazonas abraça antes de entrar no mar é uma costa feita de manguesais, furos, rios e igarapés que tem pouco a ver com na nossa beira mar clássica, turística, o nosso cartão postal que o mundo reverencia. Ao contrário, enquanto o rio Amazonas fica tentando dominar o mar  a água é barrenta. A maré baixa mostra  árvores inteiras boiando e batendo  com violencia na costa que, vista do mar, é uma parede verde, sem vestígio de gente. Um atoleiro sem fim.

O “povo do sal” e “povo do doce” podem estar distante centenas de kilometros um do outro, mas o caboclo é o mesmo, eles vivem da natureza.

Ali, o forte do extrativismo não é a madeira mas tudo o que o mar pode fornecer para sobreviver e comercializar. O remédio, o açucar  e uma roupa são o mar.

Em embarcações a vela, minúsculas,  homens navegam fazendo pêndulo sobre vagalhões assustadores para poder sobreviver. Poucos são “fichados”, carteira assinada.

Os homens estão atrás da pescada amarela , o peixe mais  delicioso daquele mar  mas, a sua carne vale pouco, o que vale é a bexiga nadatória, conhecida como grude que chega a valer mais de U$ 100,00 o kilo no mercado internacional. Relatórios das Docas do Pará mostram que o Brasil exportava 500 kilos de grude  por mes nos anos sessenta. Serve como matéria prima para fabricar colas especiais.

Nos dias de hoje quem lida com o grude corre risco de vida. Bandos de piratas em barcos potentes assaltam estas pequenas embarcações para roubar o grude da pescada amarela e da gurijuba, mas aproveitam e levam tambem as redes, relógios e as correntinhas de ouro dos pescadores. Nas grandes embarcações, a maioria vindas do nordeste, com tripulações de mais de 20 homens um vigia armado roda o barco durante a noite, pronto para atirar em quem se aproximar.

Sai num barco pequeno com dois pescadores e levei uma camera Nikonos,  que serve para fotografar debaixo d’água, achando que ia me safar dos respingos do mar agitado. Imagina!

Tomei tanto banho que não consegui trocar o filme que eu havia colocado em terra firme.  Deste único filme saiu a chapa ao lado  e o prazer de ter comido o  avuado, peixe assado rapidamente sobre brasas, que os pescadores comem quando estão no mar.

A primeiro lance de rede do dia é feito pensando no café da manhã.  Os peixes pequenos de escama de um palmo e meio são os melhores. Enquanto um pescador trata o peixe, lavando na água do mar, passando sal e limão o outro vira o laqueiro para o vento para atisar o fogo feito de carvão.

O peixe espalmado e com as escamas é colocado com a carne em contato direto  com as brasas . Um minuto de cada lado e esta pronto o avuado que é comido com farinha.  “Pode comer a vontade,  quantos quizer. Esta é a nossa vida, enquanto a rede esta na água, com a maré pescando para nós,  a gente descansa e come avuado”.

Nos dias de hoje  as baixas temperaturas são a bola da vez na alta gastronomia. Sera que o avuado descrito com capricho  teria chance em algum cadápio?

Verde e Rosa

Mangueira
Três dos cinco anos que trabalhei no jornal O Globo eu passei na Amazônia, acompanhando a expedição de contato dos índios KranhacãroreVillas Boas. Na volta,  meu sonho era cobrir o carnaval do Rio de Janeiro. O meu e o dos outros quarenta fotógrafos do jornal. Dos eventos com data marcada o carnaval era tão disputado pelos fotógrafos quanto um jogo de final de campeonato, um Fla-Flu no Maracanã. O jornal abria fotos imensas na primeira página e os cadernos recheados de fotos. chefiada pelos irmãos

Fotógrafo novo faz o que o chefe manda e não dá um pio. Toda noite eu era escalado para cobrir os ensaios das escolas, nas últimas semanas que antecediam o carnaval.

Eu adorava.  Na entrada da quadra da Mangueira  mulheres vendiam camarões salgados em pequenos tabuleiros. Passava a noite a base de camarão e biscoito Globo, sempre próximo da bateria com o coração batendo no mesmo compasso do surdo.

Na hora de ir para a Avenida eu não era escalado ou  estava fazendo algum trabalho fora do Rio.

Meu ano chegou e eu fui credenciado para a cobertura. Eu não via a hora de ver o Mestre André fazer a paradinha na bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel ao vivo na avenida.

O desfile era na Av. Rio Branco e o meu carro estava escalado para sair do jornal ao meio-dia. Cheguei as 11,00 e ao invés de ir para a Avenida fui para o aeroporto Santos Dumond pegar uma Ponte-Aérea para São Paulo e de lá seguir para Assuncão no Paraguai.  Meu chefe me mandou cobrir uma reunião da Itaipu Binacional, que estava sendo construída na época , no gabinete do presidente Stroessner. “Paulista, tu não entende nada de samba, você vai para o Paraguai agora mesmo, pelo menos lá a temperatura é parecida com a do Rio”.

Três anos depois, pela revista Veja, finalmente eu cobri o carnaval do Rio de Janeiro em tempo de ver mestre André parar a bateria da Mocidade.

As relíquias de Buenos Aires

Livro sobre os 30 melhores restaurante tradicionais de Buenos Aires

Acabou de sair do forno um livro sobre os 30 melhores restaurante tradicionais de Buenos Aires,  relíquias que resistem ao tempo e aos modismos .

Além da boa comida vale a pena conhecer os ambientes. Cada um deles daria um belo ensaio fotográfico. Quase todos tem nas paredes fotos históricas da cidade em cópias preto e branco impecáveis.

O autor  de “Bodegones”  é  Pietro Sorva um especialista em vinhos argentinos, foi crítico gastrônomico do jornal Clarím  e é um estudioso da história e antropologia culinária. O livro tem  112 páginas, mostra pequenos ensaios de cada restaurante feito pelos fotógrafos Javier Picerno e Gustavo Gilabert. Tudo muito  elegante.

Desça do avião e compre o livro.  Ele é uma bela pauta de fotos e de comer bem.

Minha sugestão: não venha embora sem comer o rabo de toro (rabada) no Miramar .

Sertão

“Pobre branco. Não tem idéia  da vida aqui dentro do mato. Aqui é outro mundo”.

Esta frase é do capitão Valentim, lider da comunidade Juivitera no rio Içana,
inconformado com a falta de compreensão do branco sobre o modo de vida na Amazônia.

faca
panela
arma

Taffarel

(Reprodução da revista) - Penalti que o Taffarel pegou na copa de 1994 trouxe a taça para o Brasil.Este penalti que o Taffarel pegou na copa de 1994 trouxe a taça para o Brasil. Que drama a decisão de uma copa nos penaltis.

Em alguns momentos, de desconcentração, eu imaginava como estaria o Brasil naquele momento.

Eu já tinha coberto tres copas, Espanha, México e Itália e tambem não tinha visto a cor da taça na nossa mão. O fotógrafo que vai para uma copa é escalado um ano antes e passa cobrir a seleção em tempo integral. Não tem jeito, voce vira cúmplice. Nas outras copas eu me senti tão derrotado quanto os jogadores.

A copa da Espanha foi especialmente dolorosa porque os espanhóis choravam na rua, inconformados com a derrota.

Antes do jogo a Fifa faz uma preleção para os fotógrafos,  a presença é obrigatória porque no final da reunião é a entrega dos coletes. Cada fotógrafo escolhe uma cor que corresponde a um lado do campo. A revista Placar tinha dois fotógrafos, eu e o Nelsinho. A troca de coletes é permitida entre fotógrafos, mas não é permitida a mudança de lado com colete de outra cor. Foi o que aconteceu comigo naquela  final contra a Itália. Não me deixaram passar para o lado onde seria batido os penaltis.

Eu trabalhava com quatro cameras. Com as lentes 400mm e 300mm  eu fotografava na mão mas a 600mm era muito pesada e tinha que ser  apoiada no monopé.

Fiquei esta meia hora que antecede a cobrança do penaltis  siscando pra lá e pra cá, na minha medade de campo tentado decidir o que fazer. Eu tinha duas alternativas, a mais cômoda, garantida e sem riscos era fotografar de 400, exatamente em cima da linha que divide o campo e quando terminasse os penaltis  invadir o outro lado e,continuar trabalhando com as outras câmeras. A mais perigosa era  ir de 600mm e me afastar até a marca do penalti do meu campo e depois dos penaltis continuar quieto e fazer o que fosse possível.

Decidi ir para o risco. Coloquei a 600 que virava  1200 na digital e coloquei o monopé em cima da marca do penalti do meu lado de campo. No eixo. Queria a rede do gol como fundo da foto. Quando o Taffarel entrou em baixo dos tres paus sobrava um milímetro em cima da cabeca e dos pés. Quando ele movimentava para os lados com os braços abertos, a mão saia de quadro. A aproximação era tanta que deslocar a câmera para os lados um centímetro fazia o gol sair totalmente de quadro.

Pior, como o Taffarel eu tambem tinha que escolher um lado e ir. Nesta hora  percebi que estava tudo certo tecnicamente porque camera e lente eram uma extensão do meu corpo, eu não percebia a camera na mão, Sentia que minha respiração fazia a camera balançar muito. Fui me controlando, sabia que o instinto daria conta de disparar na hora certa, mas não podia sair rápido e passar o gol.

No primeiro penalti eu decidi ir para a minha esquerda, a direita do goleiro. O Taffarel e a bola foram para o outro lado. Na minha chapa nada. Só a rede. Treinei com goleiro italiano, era muito dificíl, uma loteria.  Fiquei firme. No segundo penalti continuei achando que o Taffarel ia para a esquerda dele, eu fui e ele  não. Nesta foto só aparece os pés dele indo para o outro lado.

Terceiro penalti. Eu e ele fomos para o canto certo e eu enchi o quadro. Uma única chapa, esta que esta ai em cima.

Fui para a sala de imprensa descarregar o cartão e vi que tinha feito a foto. Ai sim suei frio, de emoção. Em seguida chegou o Juca Kfouri. Nenhuma palavra. Só um forte e longo abraço choroso.

Voltei para a entrega da taça, que delicía imaginar o Brasil naquele momento.

O Gol

spikers

Eu comecei como fotógrafo de esporte. Quero dizer, arrumei um emprego na sucursal do jornal A Gazeta Esportiva em Santo André. Eu tinha 17 anos e o Chico, fotógrafo da sucursal, me fez ver uma cópia sendo revelada. Fiquei encantado mas fui contratado para ser contato de publicidade. Durou pouco.

Fui para o laboratório fotográfico na matriz em São Paulo. Fazia revelador e fixador o dia inteiro mas me sentia gratificado por estar entre os melhores fotógrafos de esporte do Brasil. A Gazeta era o máximo!

Um domingo, é sempre assim, um dos fotógrafo escalados para o clássico do Pacaembu, segundo o chefe, “teve uma dor de barriga e não veio”.

O chefe refez a escala, passou o fotógrafo que ia para o jogo da primeira divisão para o Pacaembú e o que ia no jogo da segunda para a primeira e, “menino, voce vai para Rio Claro cobrir Velo Clube Rio Clarense ( o campo do Velo Clube tinha uma árvore dentro do campo, ao lado do pau de escanteio e ficava dentro da Fazenda Amália) e Santo André, e trata de trazer alguma foto em foco, só isso”

Voltei com a foto pedida, veio o segundo jogo, o terceiro, e assim foi até as Copas do Mundo. A pauta para o fotógrafo de esportes é simples, fotografar o gol.

No jornal O Globo, meu chefe Erno Scheneider perdoava uma partida sem gol, na segunda ele dizia: “meu filho deste jeito voce vai fotografar com o Brederodes”, que era o fotógrafo de turfe. Irônico, ele dizia que ficava tranquilo porque tinha o fotochar para garantir a foto do jornal. Era horrível ouvir isto.

Hoje eu queria publicar uma foto que fiz na Copa de 94. O Taffarel defendendo o penalti que garantiu a nossa taça. Mas como esta copa foi inteira coberta com camera digital, a primeira experiência bem sucedida de transmissão. A revista Placar comandada pelo meu querido companheiro Juca Kfouri publicou todas as edições com fotos digitais. Só tinha um problema, tinhamos apenas dois cartões com capacidade para 54 chapas cada um que deviam ser descarregadas para liberar o cartão, Não havia back-up.

O Juca acabou de mandar a foto do Taffarel defendendo o penalti que valeu a taça mas como já estou com este texto encaminhado  eu prometo contar em outra oportunidade.

Em 94 já tinhamos telefone celular. Uma revolução. Eu falava com Juca que estava na área de imprensa varias vezes durante a partida. Os reporteres de campo faziam entrevistas com telefone celular.

Duas décadas antes os reporteres carregavam os “spikers” que eram enormes, um tambolho como os que se vê nesta foto.

Esta foto de Pelé dando entrevista foi feita no último jogo da Seleção Brasileira, contra a Bulgária, no Morumbi, antes da partida para a Copa de 70 no México. Neste jogo Pelé jogou com a camisa 13 e entrou no segundo tempo.