Arquivo / 'Fotografia'

Se um xuxu fotografasse…

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Rodei um bocado e minha câmera, uma G11 nada de mais, que quebra bem o galho quando se precisa de um pouco mais de qualidade, não saiu do fundo da mochila, ficou dormente praticamente a viagem toda. Uma o outra vez ameacei saca-la mas derrubei a foto por preguiça de parar o carro. O que vi e senti vontade de fotografar fiz com o celular. São registros de viagem, não um diário fotográfico mas, algumas fotos que considerei as mais representativas do dia.

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Como agora não existe mais negativo não sei como é conviver com uma bela foto dentro de um HD. Não poder namorar o negativo de vez em quando, curtir a exposição bem feita e respirar fundo olhando a gelatina contra alguma lâmpada é um martírio, então não tenho me preocupado muito em andar armado até os dentes, com câmeras para fotos com alta qualidade, principalmente quando ando por minha conta e risco.

cccc3Restaurante do Hotel Sinuelo em Jaguarão, no Rio Grande do Sul, fronteira com o Uruguai

dddd4Camapari soda servido no restaurante do Hotel Sinuelo de Jaguarão, fronteira com Uruguai

Amazônia real

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Irving Penn, a obra é emocionante

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Será que os revisteiros de hoje viram isto?

Capa da revista Bondinho, do supermercado Pão de Açucar, fotografada por George Love em 1971 e uma abertura de matéria feita por Luigi Mamprim tambem sobre os bailes da cidade publicada na revista Realidade.

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Até hoje, anos luz de distância da internet, da mediocridade

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Maria-vai-com-as-outras

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O post que eu escrevi na quinta-feira, “Fotografia pra que?”não foi um faninquito qualquer, é o acúmulo de mesmice e porcaria que o olho recebe todo dia e, tudo isto fica mais claro ainda quando visito meu arquivo de revistas antigas. O meu fio da meada esta lá. Tenho referências de matérias que me servem até hoje.

Os editores de fotografia sumiram do mapa. Não sei mais como é a conversa dentro de uma redação mas a maioria dos editores não sabe o que é foto no eixo e grande angular. Nunca saiu tanta foto de gente deformada pelas grande angulares como agora. Os fazedores de revista montam texto e compram fotos no computador. A revista é um produto do computador, por isso ela esta cada vez mais com cara de um WWW qualquer, com aquela cara de catálago de loja de departamento da internet. A dor é esta. É ter que engolir todo dia lixo da pior qualidade e, ouvir um ou outro discurso de gente que já foi boa de serviço, elegante e de bom gôsto, de uma hora para outra virar uns Maria-vai-com-as-outras, assim, em nome desta ola que parece não ter fim. Uma pena, foram entregando os pontos, perdendo os bons modos, os tons pasteis e embicando para as cores básicas saturadas, entrando no mundo fácil do “voce não acha que ficou bem legalzinho, assim?”.

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Galeria do blog em Curitiba

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Nesta sexta feira as 19,30 será aberta a exposição A Amazônia de Pedro Martinelli na Galeria PortFolio de Curitiba. As fotos fazem parte da Galeria do Blog. São 10 imagens 24X25cm, PA (prova de autor), montadas sobre base de eucatex com vidro incolor fixadas com presilhas de aço e passe-partout em papel Crescent acid-free.

No sábado e domingo estarei fazendo um workshop sobre Projetos Pessoais na Escola da Galeria PortFolio. Os participantes e interessados poderão adquirir o livro Gente X Mato e Mulheres da Amazônia.

Fotografia pra que?

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Tem muita gente que esta com os cabelos em pé. Muitos fotógrafos ainda estão deslumbrados com o mundo digital e o foco cortante que se apresenta. A maioria não tem prestado atenção que o que interessa mesmo é papel, revistas, jornais e livros que estão acabando rapidamente. As revistas estão cada vez mais com cara de computador e as tiragens pelo que ouço só diminuem. Cada vez mais se fala em ler jornais pela internet, eliminar o papel. Belo ânimo para os jovens fotojornalistas. Outro dia uma amiga me disse que as vendas dos bancos de imagem despencaram. Eu acredito, toda vez que querem comprar uma foto minha e eu digo para ligar para o banco onde tenho minhas fotos o sujeito fica mudo alguns segundos, de medo do custo, eu acho. Eles sempre ligam direto para o fotógrafo achando que a foto vai sair mais em conta. Até os projetos pessoais, os livros estão embicando para o mundo das facilidades. Agora só se fala em impressão sob demanda, nos custos, nas facilidades de comercialização mas, nunca na qualidade da impressão, no acabamento. O que interessa se o livro é costurado manualmente? É só mandar o PDF para a gráfica via e-mail e esperar o correio entregar em casa.

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Cada vez que eu dou uma passada nas minhas dezenas de caixas com negativos e cromos eu descubro histórias que não teriam fotos se a minha profissão não fosse a de batedor de perna profissional. Eu andava com um bolo de quatro dedos de altura de passagens aéreas na minha bolsa e não voltava para casa nunca, eu virava mundo sem parar, fotografando, contando histórias e quando voltava tinha o principal da vida, o veículo, o jornal, a revista para publicar as matérias. E isto é o que esta acabando. Não tendo mais revistas e jornais para que serviria a fotografia? Valeria a pena fotografar para publicar fotos na internet, como eu tenho feito neste blog, sera?

Açaí para o mundo

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bbb28 O litro de açai foi de R$ 1,50 na cidade de Belém para mais de R$ 12,00 em pouco mais de um ano. O açaí especial, batido grosso com pouca água esta custando até R$ 20,00 o litro, um absurdo para o cidadão que esta acostumado a pegar o almoço com uma cuia de açai do lado. Os “batedores” compram o fruto na Feira do Açaí ao lado do Mercado Ver-o-Peso que é tambem uma espécie de Bolsa que regula qualidade e preço. O caboclo que esta no mato fazia festa na época da safra, a criançada vivia com a boca roxa de tanto comer o fruto ou tomar batido com farinha. O açai vale muito hoje e o caboclo traz contato todos os cachos que estão no entorno da casa. Sabe que uma “rasa” de um bom fruto (duas latas de 20 litros) pode valer na feira até 60 reais. É a fama do açai correndo mundo.

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Galeria - foto da semana

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Prova do Autor - Título: “Paraná do Mocambo” junho 1995 - 24X30cm em papel resinado brilhante Kodak. Cópia de trabalho para edição do livro Amazônia O Povo das Ãguas. A fotografia será entregue em montagem simples, sem moldura, com passe-partout em papel Crescent acid-free, sobre base de eucatex com vidro incolor fixadas com presilhas de aço. A assinatura poderá ser feita na frente da cópia no canto inferior direito com caneta preta permanente ou atrás com lápis.

Preço: R$ 1.100,00